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Prisão de Carlos Buscariollo reacende horror do quádruplo homicídio em Icaraíma

Caso envolvendo cobrança de dívida milionária rural voltou ao centro das atenções após captura em São Paulo; suspeitos apontados como executores seguem foragidos

19/05/2026 às 15h08
Por: Alex Miranda
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Arquivo - Tribuna Hoje News
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A prisão de Carlos Eduardo Cândido Buscariollo, realizada por forças de segurança do Estado de São Paulo, voltou a jogar luz sobre um dos crimes mais brutais e misteriosos já registrados no Noroeste do Paraná. O caso, que ficou conhecido nacionalmente após o desaparecimento e posterior execução de quatro homens em Icaraíma, permanece cercado de tensão, silêncio e perguntas sem resposta.

Em nota encaminhada à imprensa, a Polícia Civil do Paraná esclareceu que a prisão não foi efetuada pela corporação paranaense, mas sim em decorrência de uma operação conduzida por órgãos paulistas. A PCPR também reforçou que as investigações relacionadas ao quádruplo homicídio seguem em andamento sob responsabilidade da polícia paranaense.

Apesar da cautela das autoridades, o sobrenome Buscariollo voltou imediatamente ao centro das discussões sobre o crime que abalou a região de Umuarama e ganhou repercussão em todo o país.

As vítimas da chacina de Icaraíma foram identificadas como Alencar Gonçalves de Souza Giron e os cobradores paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso. Segundo as investigações, os três homens de São Paulo viajaram até Icaraíma para realizar a cobrança de uma dívida de R$ 255 mil relacionada à venda de uma propriedade rural.

O débito estaria ligado a uma disputa envolvendo um terreno rural negociado entre Alencar Giron e integrantes da família Buscariollo. A partir daí, o que seria uma negociação financeira acabou se transformando em uma sequência de acontecimentos violentos que chocou o Paraná.

De acordo com a linha investigativa da polícia, o agricultor Antônio Buscariollo e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, são apontados como os principais suspeitos de executar os quatro homens. Ambos seguem com mandados de prisão em aberto e continuam foragidos.

O desaparecimento das vítimas mobilizou forças policiais, familiares e moradores da região durante dias. O desfecho, porém, revelou uma cena ainda mais cruel. Em 19 de setembro de 2025, os corpos dos quatro homens foram encontrados enterrados em valas e áreas de mata fechada na zona rural de Icaraíma.

A perícia confirmou que todas as vítimas foram mortas a tiros. Os laudos também indicaram sinais de tortura antes das execuções, detalhe que aumentou ainda mais a repercussão e a revolta em torno do caso.

Em Umuarama, Icaraíma e municípios vizinhos, o crime ainda é tratado como uma ferida aberta. A nova prisão envolvendo o sobrenome Buscariollo fez o assunto voltar com força às conversas da população e às redes sociais, reacendendo cobranças por respostas definitivas e pela captura dos suspeitos apontados como autores das mortes.

Enquanto a Polícia Civil mantém parte das investigações sob sigilo, o caso continua cercado de expectativa e medo. O quádruplo homicídio, marcado por disputa de terras, dívida milionária e extrema violência, permanece como um dos episódios mais sombrios da história criminal recente do Paraná.

 

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