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LDO de 2027 vai ao plenário após três semanas de análise na Câmara em Umuarama

Projeto que define metas, prioridades e regras do orçamento municipal começa a ser votado pelos vereadores do município na sessão de hoje

25/05/2026 às 09h30
Por: Alex Miranda
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Arquivo - Tribuna Hoje News
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Depois de passar três semanas consecutivas nas mãos dos vereadores de Umuarama para debates, análises técnicas e avaliação nas comissões internas, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 finalmente será levado ao plenário da Câmara Municipal para discussão e votação. A matéria entra na pauta da sessão ordinária de hoje (segunda-feira, 25) à tarde, quando enfrenta a primeira rodada de apreciação dos parlamentares.

O Projeto de Lei Ordinária nº 26/2026 foi encaminhado pelo Executivo Municipal em março deste ano e estabelece as diretrizes que irão orientar a elaboração do orçamento de Umuarama para o exercício financeiro de 2027. A proposta é considerada uma das mais importantes do calendário administrativo e legislativo, já que define metas fiscais, prioridades da gestão, limites de despesas e regras para aplicação dos recursos públicos.

Na prática, a LDO funciona como um elo entre o Plano Plurianual (PPA) e a futura Lei Orçamentária Anual (LOA), que será enviada pelo prefeito à Câmara até setembro. É o documento que organiza as bases do orçamento municipal e direciona os investimentos previstos para o próximo ano.

Durante o período em que permaneceu em tramitação interna, o texto foi analisado pelos vereadores e setores técnicos da Casa, principalmente em relação aos impactos financeiros, mecanismos de controle fiscal e regras de execução orçamentária. A expectativa é de que a proposta avance sem grandes alterações nesta primeira votação.

Entre os principais pontos do projeto está a previsão das metas fiscais do município para 2027 e para os dois exercícios seguintes, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto também estabelece mecanismos de transparência, regras para controle de despesas e critérios para execução dos programas de governo.

Outro destaque é a autorização para manejo orçamentário de até 10% do valor total atualizado do orçamento municipal. Isso significa que o Executivo poderá remanejar recursos entre secretarias, programas e áreas administrativas sem necessidade de autorização legislativa específica para cada alteração, desde que respeitados os limites legais.

A proposta também prevê reserva de contingência de até 5% da Receita Corrente Líquida para cobertura de riscos fiscais, passivos contingentes e situações emergenciais. O dispositivo é utilizado como ferramenta de segurança financeira para enfrentar eventuais quedas de arrecadação ou despesas inesperadas.

A matéria ainda trata das chamadas emendas impositivas dos vereadores. Pelo texto, o município deverá garantir a execução orçamentária e financeira das emendas individuais e coletivas aprovadas pela Câmara, desde que cumpridos os critérios técnicos e legais previstos na legislação.

O projeto estabelece ainda normas para repasses de recursos a entidades sem fins lucrativos, regras para controle de gastos públicos e parâmetros relacionados às despesas com pessoal. O Executivo também fica autorizado a propor reorganizações administrativas, criação de planos de carreira e revisão salarial dos servidores, desde que respeitados os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto considerado importante dentro da proposta é a manutenção de investimentos em áreas consideradas prioritárias pela administração municipal, como saúde, educação, assistência social, infraestrutura urbana e atendimento à população em situação de vulnerabilidade.

Na mensagem encaminhada ao Legislativo, o prefeito Fernando Scanavaca afirma que o projeto foi elaborado com base nos princípios do equilíbrio fiscal, responsabilidade administrativa e transparência da gestão pública. Segundo o Executivo, a proposta busca compatibilizar o planejamento financeiro do município com a manutenção dos serviços essenciais e continuidade dos investimentos.

O texto também determina que o orçamento municipal deverá manter mecanismos de publicidade e acesso às informações fiscais, permitindo acompanhamento por parte da população e órgãos de controle.

A tramitação da LDO é acompanhada com atenção por setores da administração pública, entidades e vereadores, já que as diretrizes aprovadas servirão de base para toda a construção do orçamento de 2027. Caso receba aprovação em primeira discussão na sessão de segunda-feira (21), a matéria ainda precisará passar por segunda votação antes de seguir para sanção do Executivo.

A expectativa nos bastidores da Câmara é de que o projeto seja concluído dentro do calendário previsto pela legislação orçamentária, permitindo que o município avance para a elaboração da Lei Orçamentária Anual nos próximos meses.

Contas Públicas

A Lei de Diretrizes Orçamentárias é considerada uma das principais ferramentas de planejamento da administração pública. Ela estabelece metas fiscais, prioridades de investimentos e limites de gastos para o exercício seguinte, servindo como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual. A legislação também define regras de equilíbrio financeiro e mecanismos de transparência exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Próximos passos

Após a votação em primeiro turno na Câmara de Umuarama, o projeto ainda deverá passar por nova discussão e votação antes de seguir para sanção do prefeito. Somente depois da aprovação definitiva da LDO o Executivo poderá concluir a elaboração da proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027, documento que definirá oficialmente os valores destinados para cada secretaria, programa e ação do município no próximo ano.

 

 

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