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Alep lança Frente Parlamentar da Nefrologia na próxima terça-feira (26)

O objetivo do grupo é ampliar o debate sobre a saúde renal e discutir iniciativas voltadas à prevenção e ao diagnóstico

22/05/2026 às 17h49
Por: Alex Miranda
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Divulgação/Assessoria Parlamentar
Divulgação/Assessoria Parlamentar

A Assembleia Legislativa do Paraná instala, na próxima terça-feira (26), a partir das 10 horas, no Auditório Legislativo da Casa, a Frente Parlamentar da Nefrologia. Coordenada pela deputada Cristina Silvestri (PP), a Frente terá como foco discutir e propor iniciativas voltadas à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento das Doenças Renais Crônicas (DRC) e de outras enfermidades relacionadas à nefrologia no estado. "A Frente nasce com um propósito claro: reunir representantes da sociedade civil, entidades médicas, instituições de saúde e órgãos públicos para construir ações concretas voltadas à promoção da saúde renal e ao fortalecimento das políticas públicas no Paraná", explicou a deputada.

Entre as principais propostas estão a discussão do cofinanciamento das clínicas, a agilização dos repasses de recursos diretamente às unidades de diálise, a atualização dos protocolos de medicamentos especializados e a ampliação da diálise peritoneal domiciliar, especialmente para pacientes do interior.

A Frente também pretende ampliar as consultas em nefrologia no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer o diagnóstico precoce da doença, descentralizar os serviços de diálise, melhorar o transporte de pacientes e investir em ações de prevenção, com campanhas educativas sobre hipertensão, diabetes e hábitos saudáveis.

Outras prioridades incluem o reajuste da tabela do SUS para terapias renais, incentivos à abertura de novas clínicas, fortalecimento da rede de transplantes renais e campanhas de doação de órgãos. A iniciativa também prevê ações de pesquisa, capacitação profissional e telemedicina para apoiar médicos e pacientes.

A pauta da primeira reunião da Frente inclui a aprovação do Regimento Interno, a eleição do vice-coordenador, a apresentação do cronograma inicial de atividades e a definição dos temas prioritários de atuação. Entre as presenças confirmadas estão o presidente da Sociedade Paranaense de Nefrologia (SPN), René Santos Neto, e a secretária da entidade, Maria Laura Neme.

Integram a Frente os deputados Cristina Silvestri (PP), Tercílio Turini (MDB), Mabel Canto (PP), Luiz Claudio Romanelli (PSD), Dr. Leônidas (PP), Secretária Márcia Huçulak (PSD), Maria Victoria (PP), Márcio Pacheco (REP), Arilson Chiorato (PT) e Pedro Paulo Bazana (PSD).

Doença silenciosa

A Doença Renal Crônica (DRC) afeta cerca de 10% da população mundial, o que corresponde a mais de 800 milhões de pessoas. No mundo, é responsável por aproximadamente 2,4 milhões de mortes anuais e, no Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas sofram com a doença. No Paraná, cerca de 1,2 milhão de pessoas podem ter a doença renal sem saber. Atualmente, mais de 8.200 pacientes no estado estão em tratamento dialítico; no Brasil, são mais de 200 mil pacientes que realizam diálise.

A DRC está entre as dez principais causas de morte no Brasil e no mundo. A expectativa é que, nos próximos anos, ela ocupe uma posição ainda mais alta, pois a progressão da doença é lenta e, muitas vezes, silenciosa. Entre os principais fatores de risco estão diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo.

Legislação e prevenção

No Paraná, a Lei nº 16.451/2010 instituiu o dia 13 de março como Dia da Prevenção à Doença Renal. Pela legislação, assinada pela ex-deputada Cida Borghetti, as secretarias de Estado da Saúde e da Educação devem realizar atividades de conscientização sobre a necessidade de inclusão dos exames de urina e de creatinina no sangue nos exames médicos de rotina.

Exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e a análise de urina, são fundamentais para detectar alterações precoces. Especialistas também recomendam hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle da pressão arterial e da glicemia, além da redução do consumo de sal e do abandono do tabagismo.

 

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