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Hospitais lotados e avanço de vírus respiratório acendem alerta máximo para crianças na região

Hospitais da região operam acima da capacidade com aumento de casos respiratórios graves entre bebês e crianças pequenas

29/05/2026 às 14h30
Por: Alex Miranda
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Assessoria
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O avanço das Síndromes Respiratórias Agudas Graves entre crianças já provoca um cenário de pressão extrema nos hospitais da região Noroeste do Paraná. O aumento acelerado das internações, principalmente de bebês e crianças pequenas, levou a Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná – Hospital e Maternidade Norospar, referência regional em Pediatria e Neonatologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a emitir um alerta urgente à população.

A situação é considerada crítica. De acordo com o coordenador do Serviço de Pediatria e Neonatologia da Norospar, Dr. Kelson Ferrarini, o hospital opera atualmente acima de 100% da capacidade instalada para atendimento pediátrico. A explosão de casos obrigou a instituição a utilizar leitos improvisados em pronto-socorro, enfermarias e outros espaços para conseguir atender a quantidade crescente de crianças encaminhadas de municípios de toda a região.

O principal responsável pela onda de internações é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conhecido por atingir principalmente recém-nascidos, bebês e crianças menores de dois anos. Embora muitas vezes confundido com uma gripe comum nos primeiros sintomas, o vírus pode evoluir rapidamente e comprometer a respiração em poucas horas, especialmente em pacientes mais vulneráveis.

Segundo especialistas, o problema se agrava nesta época do ano por causa das temperaturas mais baixas, da permanência em ambientes fechados e da maior circulação de vírus respiratórios. O reflexo já é sentido dentro das unidades hospitalares, onde leitos de UTI Neonatal, UTI Pediátrica e enfermarias chegaram ao limite de ocupação.

O médico alerta que muitos pais ainda demoram para procurar atendimento, acreditando se tratar apenas de um resfriado. No entanto, sinais aparentemente simples podem esconder um quadro grave em evolução. Febre persistente, tosse intensa, chiado no peito e dificuldade para respirar são alguns dos sintomas que exigem atenção imediata.

Entre os sinais considerados mais perigosos estão o afundamento do tórax durante a respiração e os lábios arroxeados, indicativos de que a criança pode estar sofrendo com baixa oxigenação. Nesses casos, a recomendação é buscar socorro médico urgente.

Além disso, especialistas chamam atenção para sintomas como sonolência excessiva, irritabilidade intensa, recusa alimentar e diminuição da ingestão de líquidos. Em crianças pequenas, a evolução do quadro pode ser rápida, aumentando o risco de complicações severas e necessidade de internação.

Diante do cenário preocupante, a Norospar reforça que a prevenção ainda é a principal arma para reduzir o avanço das infecções respiratórias. Higienizar as mãos com frequência, evitar contato de bebês com pessoas gripadas, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações são medidas consideradas essenciais neste período de maior circulação viral.

A orientação também é para que pais e responsáveis não ignorem os primeiros sinais de agravamento. Com hospitais operando no limite e o número de internações crescendo diariamente, médicos alertam que a conscientização da população pode fazer diferença decisiva para evitar que mais crianças cheguem às unidades em estado grave.

O pronunciamento do Dr. Kelson Ferrarini foi divulgado pela Norospar como forma de mobilizar a comunidade regional diante de um cenário que preocupa profissionais da saúde e coloca em evidência o impacto das doenças respiratórias infantis neste período do ano.

 

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