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Nova fase da Operação Bemísia mira suposta lavagem de dinheiro ligada aos Diários Secretos

Gaeco cumpre mandados no Paraná e em Goiás para apurar movimentações financeiras envolvendo área rural sequestrada pela Justiça

03/06/2026 às 11h30
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo Regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou ontem (terça-feira (2) a terceira fase da Operação Bemísia, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a um ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), alvo das apurações derivadas do caso conhecido como “Diários Secretos”.

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela Central de Garantias da Capital. As ordens judiciais foram executadas em dois endereços de Curitiba e outros dois no município de São João d'Aliança, no estado de Goiás, com apoio operacional do Gaeco goiano.

As equipes apreenderam celulares, computadores e documentos que agora serão submetidos à análise pericial. O material deverá auxiliar os investigadores na identificação de movimentações financeiras, possíveis beneficiários e eventuais novos envolvidos no esquema investigado.

Segundo o Ministério Público, esta nova etapa concentra-se na apuração de supostas tentativas de ocultação e dissimulação de recursos por meio da exploração de áreas agrícolas. As investigações apontam que um produtor rural que explorava uma propriedade sequestrada judicialmente no curso da investigação original teria sido procurado por pessoas ligadas ao caso.

De acordo com as apurações, o agricultor teria sido pressionado a repassar valores a investigados, apesar de a área estar sob controle judicial e sem qualquer autorização do Poder Judiciário para esse tipo de negociação. A suspeita é de que os recursos provenientes da atividade agrícola possam ter sido utilizados como mecanismo para movimentar ou ocultar patrimônio de origem ilícita.

A Operação Bemísia é considerada um desdobramento das investigações que surgiram a partir do escândalo dos Diários Secretos, caso que revelou um esquema de nomeações e movimentações irregulares na Assembleia Legislativa do Paraná e resultou em diversas ações judiciais ao longo dos últimos anos.

Com a nova fase da operação, o Ministério Público busca aprofundar a rastreabilidade dos recursos e verificar se houve novas práticas destinadas a ocultar patrimônio vinculado aos investigados. Os materiais recolhidos passarão por análise técnica detalhada e poderão embasar futuras medidas judiciais.

O MPPR informou que as investigações seguem em andamento e que o conteúdo apreendido será fundamental para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar possíveis desdobramentos do esquema investigado.

 

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