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Operação ambiental resgata aves e aplica R$ 70 mil em multas na região

Fiscalização da Polícia Militar Ambiental combate criação irregular de pássaros e crimes contra a fauna silvestre

17/06/2026 às 17h00
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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Uma grande mobilização da Polícia Militar Ambiental percorreu hoje (17), municípios da região Noroeste do Paraná com o objetivo de combater crimes contra a fauna silvestre e fiscalizar criadores de pássaros. A ação, denominada Operação Canto Livre, foi coordenada pela 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e teve como foco principal a repressão à captura, manutenção e comercialização ilegal de aves nativas.

A operação reuniu 27 policiais militares e concentrou esforços nos municípios de Douradina, Maria Helena, Ourizona e Presidente Castelo Branco, localidades que integram a área de atuação da companhia ambiental. Durante as fiscalizações, as equipes realizaram vistorias detalhadas em propriedades e criadouros, verificando a regularidade dos registros, a documentação exigida pelos órgãos ambientais, a autenticidade das anilhas de identificação e as condições em que os animais eram mantidos.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o trabalho teve caráter preventivo e repressivo. Além de orientar criadores sobre a legislação vigente, os policiais buscaram identificar situações que configurassem infrações administrativas ou crimes previstos na legislação ambiental brasileira.

Ao longo da operação, dezenas de locais foram vistoriados e diversas irregularidades foram constatadas. Em alguns casos, aves silvestres eram mantidas sem a documentação necessária ou apresentavam inconsistências nos registros obrigatórios, situação que motivou a adoção de medidas administrativas e criminais por parte das equipes fiscalizadoras.

Como resultado das inspeções, onze aves silvestres foram apreendidas por estarem em desacordo com as normas ambientais. Os animais foram recolhidos e encaminhados ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre da Unicesumar, onde passarão por avaliação técnica, acompanhamento veterinário e procedimentos de reabilitação antes de uma possível reintegração ao habitat natural.

As irregularidades identificadas também resultaram na aplicação de multas ambientais que, somadas, ultrapassam R$ 70 mil. Além disso, foram lavrados termos circunstanciados contra pessoas flagradas cometendo infrações relacionadas à proteção da fauna. Os envolvidos deverão responder judicialmente pelos atos praticados, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais.

Durante a fiscalização, alguns criadores ainda foram notificados para promover a regularização de seus plantéis junto aos órgãos competentes. Segundo a Polícia Ambiental, a medida busca garantir que a criação de aves ocorra dentro dos parâmetros legais, contribuindo para a preservação das espécies e para o controle da atividade.

A corporação destaca que ações como a Operação Canto Livre são fundamentais para a proteção da biodiversidade e para o combate ao tráfico de animais silvestres, uma das atividades criminosas que mais ameaçam a fauna brasileira. A retirada de aves mantidas irregularmente e a fiscalização constante dos criadouros ajudam a reduzir os impactos causados à natureza e fortalecem as políticas de conservação ambiental.

A Polícia Militar Ambiental também reforça a importância da participação da comunidade no enfrentamento aos crimes contra o meio ambiente. Denúncias sobre caça ilegal, comércio clandestino de animais ou manutenção irregular de espécies silvestres podem ser feitas de forma anônima por meio do telefone 181. Segundo a corporação, a colaboração da população tem sido uma ferramenta importante para identificar irregularidades e ampliar a proteção da fauna nativa em toda a região.

 

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