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O fortalecimento da cooperação entre os estados brasileiros foi apontado como uma das principais ferramentas para o enfrentamento do crime organizado durante o VI Encontro dos Secretários de Segurança Pública da Região Sul e estados parceiros (SULMaSSP 2026), realizado em Foz do Iguaçu. O evento reuniu representantes das forças de segurança do Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo para discutir estratégias conjuntas voltadas à segurança pública.
Entre os participantes esteve o procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, que destacou a necessidade de atuação integrada entre os estados diante do crescimento e da complexidade das organizações criminosas que operam em diferentes regiões do país.
Durante sua apresentação, Zanicotti ressaltou que os estados participantes compartilham desafios semelhantes, como extensas áreas de fronteira, importantes corredores logísticos, forte atividade econômica e a presença de grupos criminosos que ultrapassam limites territoriais para desenvolver suas atividades ilícitas. Segundo ele, esse cenário exige respostas coordenadas, baseadas no intercâmbio de informações estratégicas e na integração das estruturas de inteligência e investigação.
“O crime organizado não reconhece limites geográficos. Por isso, nossa resposta também precisa ser integrada, baseada na cooperação, na troca de informações e no compromisso comum de proteger a sociedade”, afirmou o procurador-geral durante o encontro.
Como exemplo da efetividade desse modelo de atuação conjunta, Zanicotti citou a Operação Panóptico, deflagrada neste mês pelo Ministério Público do Paraná em parceria com forças de segurança estaduais. A ação teve como alvo uma das maiores facções criminosas em atividade no país e mobilizou cerca de mil policiais e 240 viaturas para o cumprimento de 559 mandados judiciais nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Outro ponto enfatizado pelo procurador-geral foi a necessidade de enfraquecer financeiramente as organizações criminosas. Segundo ele, além das prisões e investigações, é fundamental investir em mecanismos de rastreamento, bloqueio e recuperação de recursos obtidos de forma ilegal.
Para Zanicotti, o confisco de bens e valores oriundos do crime representa uma estratégia eficaz para reduzir o poder econômico das facções e impedir que recursos ilícitos continuem financiando atividades criminosas. “Quebrando o elo financeiro e fazendo o confisco de valores temos como transformar os recursos obtidos ilegalmente em benefícios para a sociedade”, destacou.
O SULMaSSP 2026 segue até esta quarta-feira em Foz do Iguaçu, consolidando-se como um dos principais fóruns de debate sobre segurança pública do Sul do país. O objetivo é ampliar a cooperação entre os estados e fortalecer a capacidade de resposta das instituições diante dos desafios impostos pela criminalidade organizada.
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