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Líder religioso é preso após investigação apontar abusos contra mulheres e adolescentes no Paraná

Operação da Polícia Civil e da Guarda Municipal cumpriu mandado de prisão após denúncias de estupro, cárcere privado e violência doméstica

01/07/2026 às 16h30
Por: Alex Miranda
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GCM Sarandi
GCM Sarandi

Um homem de 53 anos, identificado como líder de um terreiro de umbanda em Sarandi, na região de Maringá, foi preso durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal. Ele é investigado pelos crimes de estupro, cárcere privado e violência doméstica, após uma série de denúncias apresentadas ao longo dos últimos meses. A prisão foi determinada pela Justiça com base em denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).

As investigações apontam que o suspeito teria utilizado a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança de mulheres e adolescentes frequentadoras do local e, posteriormente, cometer abusos. Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi conduzido sob sigilo para preservar a identidade das vítimas e garantir a segurança das pessoas envolvidas.

O caso começou a ser investigado no início deste ano, depois que uma adolescente revelou a uma frequentadora do terreiro que o líder religioso havia feito propostas de cunho sexual. O relato levou a testemunha a procurar a polícia e, durante o andamento das investigações, outras possíveis vítimas passaram a ser identificadas.

Ao longo do inquérito, pelo menos 16 mulheres foram ouvidas pelos investigadores. Entre elas está a filha do suspeito, que afirmou ter sido vítima de violência sexual quando tinha 15 anos. Os depoimentos reforçaram as suspeitas de que o investigado mantinha um padrão de comportamento voltado principalmente contra mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas relataram que o homem realizava atendimentos espirituais e, após os chamados "trabalhos", exigia relações sexuais, alegando que esse seria um pagamento necessário às entidades religiosas. Em um dos relatos, uma mulher afirmou ter sido afastada do terreiro depois de recusar as investidas do líder.

A delegada responsável pela investigação, Karoliny Neves, explicou que os elementos reunidos durante o inquérito indicam que o suspeito utilizava a influência exercida sobre os frequentadores para constranger as vítimas e praticar os crimes. Segundo ela, a relação de confiança construída pelo investigado foi um dos fatores que dificultou a denúncia dos abusos.

Após a conclusão da investigação e o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, a Justiça expediu o mandado de prisão, cumprido durante a operação policial. O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

As investigações continuam para apurar se há outras possíveis vítimas e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso. A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sofrido situações semelhantes procurem a delegacia para formalizar denúncia e contribuir com o andamento das apurações.

 

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