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As sucessivas apreensões de medicamentos emagrecedores contrabandeados realizadas pelas forças de segurança evidenciam o crescimento desse mercado ilegal no Brasil. Impulsionado pela alta procura por produtos que prometem perda rápida de peso e pelos altos lucros obtidos com a revenda clandestina, o tráfico desses medicamentos tem atraído cada vez mais pessoas dispostas a assumir riscos para transportar cargas ilegais. A comercialização, muitas vezes feita pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, tornou-se uma atividade lucrativa para organizações criminosas, que utilizam rotas de fronteira para abastecer o mercado clandestino.
Foi nesse contexto que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde de ontem (14), uma carga de aparelhos celulares e medicamentos emagrecedores de origem paraguaia durante fiscalização na BR-277, em Céu Azul, no Oeste do Paraná.
A abordagem ocorreu por volta das 16h, quando os policiais interceptaram um veículo com placas do Paraguai. Durante a vistoria, a equipe descobriu um compartimento oculto instalado atrás do banco traseiro, utilizado para esconder diversos aparelhos celulares e medicamentos importados irregularmente, sem qualquer documentação fiscal que comprovasse a entrada legal no país.
Ao ser questionado, o motorista informou que levaria a carga até Cascavel. De lá, segundo ele, os produtos seriam encaminhados ao estado de São Paulo, um dos principais destinos desse tipo de mercadoria no mercado clandestino.
Enquanto os policiais realizavam a contagem dos produtos apreendidos e confeccionavam a ocorrência, o condutor pediu para utilizar o banheiro da Unidade Operacional da PRF. Aproveitando um momento de menor vigilância, fugiu a pé em direção a uma área de mata nas proximidades. Equipes realizaram buscas, mas o suspeito não foi localizado.
O veículo e toda a mercadoria foram encaminhados à Receita Federal em Cascavel, conforme orientação da Polícia Federal, para os procedimentos administrativos e fiscais.
Nos últimos meses, as apreensões de medicamentos emagrecedores contrabandeados têm se tornado cada vez mais frequentes nas rodovias do Paraná, especialmente nas rotas que ligam a fronteira com o Paraguai ao interior do país. Além dos prejuízos fiscais, autoridades alertam para os riscos à saúde pública, já que muitos desses produtos entram no Brasil sem qualquer controle sanitário, podendo ter procedência desconhecida, composição irregular ou armazenamento inadequado. Mesmo diante dos riscos e da fiscalização intensificada, o elevado lucro proporcionado pela venda ilegal continua alimentando esse tipo de crime.
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