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Agosto Laranja reforça conscientização sobre a esclerose múltipla em todo o Estado

A ação é um movimento nacional para ajudar na desmistificação da doença e auxiliar no diagnóstico precoce

14/08/2026 às 09h30
Por: Alex Miranda
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SESA-PR
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a campanha Agosto Laranja para a conscientização sobre a esclerose múltipla (EM), uma doença de causas desconhecidas, sem cura e que atinge pessoas em todo o mundo. A ação é um movimento nacional para ajudar na desmistificação da doença e auxiliar no diagnóstico precoce.

Trata-se de uma doença neurológica, crônica e autoimune. As células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

A EM causa um processo inflamatório que pode atingir diversas partes do sistema nervoso central. Quando não tratada, a pessoa apresenta piora de sintomas em diferentes momentos da vida, como inflamações atingindo áreas do cérebro, nervos ópticos e medula espinhal (sistema nervoso central).

Embora as causas sejam desconhecidas e não ter cura, a esclerose múltipla é foco de estudos e tem mapeada sua maior incidência entre pessoas de 20 a 50 anos, de ambos os sexos.

Os sintomas podem ser triviais. Por isso, a importância de estar atento e buscar atendimento – entre eles, fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga. Mais de 40% das pessoas com EM também sofrem de dor crônica. Surtos ou ataques agudos podem ser controlados com medicamentos.

Dados da Sesa-PR apontam que, em 2025, foram atendidas 321 pessoas com a doença no Paraná. Neste ano, até o mês de maio, 103. O Brasil apresenta uma ocorrência média de 8,69 casos por 100.000 habitantes, e, assim como no mundo, varia de acordo com a região. Ela é menor no Nordeste (1,36 por 100 mil habitantes) e maior na região Sul (27,2 por 100 mil habitantes).

As pessoas com os sintomas devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde para o diagnóstico e, no caso de confirmação, iniciar o tratamento, que é feito por um especialista de neurologia. O tratamento atual, por meio do SUS,  possibilita, além do controle dos surtos, evitar ou reduzir efeitos da doença como retenção urinária, dificuldade de fala e locomoção.

 

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