17°C 28°C
Umuarama, PR
Publicidade

Conhecer as fases da escalada da violência contra a mulher ajuda no combate ao problema

No Agosto Lilás, a Sesp alerta que a violência doméstica raramente começa de forma repentina com um ataque físico

26/08/2026 às 16h00
Por: Alex Miranda
Compartilhe:
Divulgação
Divulgação

No mês do Agosto Lilás que é voltado para a conscientização do combate a violência contra mulher, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná alerta que a violência doméstica raramente começa de forma repentina com um ataque físico. Na maioria dos casos, ela ocorre de maneira gradual, em um ciclo contínuo que se intensifica e se divide em etapas. Compreender essa progressão é fundamental para reconhecer os primeiros sinais de perigo e interromper os abusos antes que eles se tornem fatais.

Para facilitar o entendimento dessa dinâmica, a evolução dos abusos pode ser comparada ao gráfico do iceberg: na ponta visível, acima da água, ficam as agressões explícitas e os crimes mais graves; já abaixo da superfície, na parte submersa, ficam escondidos os comportamentos do dia a dia. É justamente por isso que muitas mulheres não se reconhecem como vítimas no início, é difícil perceber o perigo quando os abusos começam de forma sutil. 

O ciclo pode ser dividido nos seguintes níveis:

Nível 1 - A base cultural

Esta é a fase inicial e mais sutil do ciclo. Ela se alimenta de atitudes machistas presentes no cotidiano, manifestando-se por meio de piadas que desvalorizam as mulheres e da prática constante de ignorar suas opiniões, vontades e presenças. Tratar esse tipo de desrespeito como algo normal cria um ambiente favorável para que comportamentos abusivos comecem a se instalar na rotina.

Nível 2 - A desestabilização emocional

Nesta etapa, o agressor passa a focar na saúde mental da vítima. Ele recorre a chantagens e humilhações, além de fazer com que a mulher se sinta responsável pelos conflitos e pelas agressões que sofre. O agressor também distorce os fatos para fazer a vítima duvidar de sua própria memória e sanidade.

Nível 3 - A Perda de Liberdade e o Isolamento

Conforme o ciclo avança, o controle sobre a vida da mulher torna-se mais rígido e invasivo. O agressor passa a vigiar o celular, as redes sociais e as conversas da vítima. Ao mesmo tempo, ele provoca o afastamento gradual de amigos e familiares para deixá-la sem uma rede de apoio. Todo esse processo é acompanhado por táticas de intimidação para gerar medo e manter a mulher dependente.

Nível 4 - As Agressões Escancaradas e a Intimidação

Neste ponto, a violência deixa de ser velada e passa a ser explícita. O agressor faz ofensas diretas, ameaça a integridade da vítima ou de seus familiares e passa a persegui-la nos locais que ela frequenta. Também se tornam frequentes os danos patrimoniais, como a destruição intencional de objetos pessoais, documentos ou pertences de valor afetivo.

Nível 5 - O Ápice da Violência e os Crimes Graves

É o estágio mais grave do ciclo, no qual ocorrem as violações diretas à integridade física e à vida. Ele se manifesta por meio de agressões físicas graves, como empurrões, socos e espancamentos, evolui para crimes sexuais, como o estupro, e pode culminar no feminicídio. É essencial destacar que esses crimes não acontecem de forma isolada, mas como o desfecho trágico de um ciclo de abusos que não foi interrompido a tempo.

Além disso, é fundamental compreender que essa dinâmica raramente segue um caminho único e definitivo. O ciclo da violência costuma ser altamente repetitivo. Após as agressões mais intensas, é comum que o agressor demonstre um falso arrependimento, use de romantismo e faça promessas veementes de mudança, criando a chamada fase de "lua de mel". Essa trégua temporária desorienta a mulher e alimenta esperanças de que a relação vai melhorar, fazendo com que o ciclo recomece desde os níveis mais sutis e avance de forma ainda mais cruel.

Para evitar que essas situações cheguem ao extremo, o olhar atento e o acolhimento fazem toda a diferença. Vale a pena observar os sinais de alerta não apenas nos próprios relacionamentos, mas também no cotidiano de pessoas próximas, como amigas, familiares e colegas de trabalho. Muitas vezes, quem vivencia essa rotina sente medo, vergonha ou insegurança para dar o primeiro passo sem ajuda, e perceber que há apoio ao redor é decisivo para buscar uma saída.

Diante de qualquer situação de intimidação, ameaça ou violência, o auxílio pode ser acionado de forma sigilosa em qualquer Delegacia de Polícia Civil ou, em situações de emergência, ligando para o 190, da Polícia Militar. Para outras dúvidas específicas e orientações, é possível contar com o 180.

 

 

Umuarama, PR
26°
Tempo nublado

Mín. 17° Máx. 28°

26° Sensação
7.2km/h Vento
50% Umidade
56% (0.27mm) Chance de chuva
06h50 Nascer do sol
06h20 Pôr do sol
Thu 31° 18°
Fri 38° 22°
Sat 38° 25°
Sun 35° 24°
Mon 26° 18°
Atualizado às 14h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 +0,10%
Euro
R$ 6,00 -0,06%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 428,248,60 +0,09%
Ibovespa
174,801,53 pts 0.13%
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias