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Autor de agressão seguida de morte em Serra dos Dourados se apresenta à PC

O investigado já havia sido identificado e, como não havia flagrante no momento da apresentação foi liberado e saiu pela porta da frente da Delegacia

09/09/2026 às 08h30
Por: Alex Miranda
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Jornal Tribuna Hoje News
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O homem investigado pela morte de Odilon Lima, de 34 anos, ocorrida no distrito de Serra dos Dourados, em Umuarama, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil, foi interrogado e, após prestar esclarecimentos, permaneceu em liberdade. Identificado pelas iniciais E. da S., de 50 anos, ele compareceu à Delegacia de Polícia de Umuarama na tarde de ontem (terça-feira, 8), acompanhado de sua advogada.

Segundo a Polícia Civil, o investigado já havia sido identificado ainda na madrugada seguinte aos fatos como a pessoa apontada como responsável pelas lesões sofridas pela vítima. Como não havia situação de flagrante no momento da apresentação nem informação sobre ordem judicial de prisão, ele foi ouvido e deixou a delegacia, seguindo como investigado enquanto as diligências continuam.

Durante o interrogatório, o homem apresentou sua versão sobre o episódio. O conteúdo do depoimento, entretanto, não foi divulgado. A Polícia Civil explicou que outras pessoas ainda precisam ser ouvidas e que tornar públicos os detalhes neste momento poderiam interferir na apuração e nos relatos das demais testemunhas.

A investigação também ainda não definiu juridicamente o que aconteceu naquela noite. Embora a ocorrência tenha passado a ser tratada inicialmente como homicídio após a morte de Odilon, a Polícia Civil afirma que somente ao final das diligências será possível estabelecer o eventual enquadramento da conduta.

Entre as possibilidades que ainda serão analisadas estão homicídio e lesão corporal seguida de morte. A investigação também deverá verificar se as circunstâncias apontam para alguma excludente de ilicitude, como legítima defesa. Portanto, a apresentação e o depoimento do investigado não encerram o caso, assim como sua permanência em liberdade não representa conclusão sobre responsabilidade criminal.

A ocorrência começou por volta das 22h do último sábado (5), quando policiais militares e socorristas do Samu foram acionados para atender uma situação de agressão em uma residência de Serra dos Dourados.

No imóvel, as equipes encontraram Odilon caído no quintal e gravemente ferido. Ele apresentava múltiplas lesões provocadas por objetos perfurocortantes no tórax, braços, pescoço e cabeça.

O portão da residência estava trancado e precisou ser arrombado para permitir a entrada dos profissionais de saúde. Apesar da gravidade dos ferimentos, Odilon ainda estava vivo. Ele recebeu os primeiros atendimentos no local e foi encaminhado às pressas para o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Umuarama.

A tentativa de salvá-lo, porém, não teve sucesso. A vítima morreu depois de chegar à unidade hospitalar e, com a confirmação do óbito, o caso que inicialmente havia mobilizado as equipes como uma ocorrência de lesão corporal grave ganhou contornos de investigação de morte violenta.

Testemunhas relataram ter ouvido uma discussão antes da agressão. Depois, um homem teria sido visto pulando o muro da propriedade e deixando o endereço. Essas informações passaram a integrar as diligências conduzidas pela Polícia Civil.

Armas encontradas

Durante o atendimento no imóvel, também foram encontrados um canivete, um facão e uma enxada com vestígios de sangue. Os objetos foram apreendidos e deverão contribuir para a reconstrução da dinâmica do episódio e para determinar quais deles, eventualmente, tiveram relação com as lesões encontradas na vítima.

Investigação

Agora, a investigação entra em uma nova etapa. Além do interrogatório do homem que se apresentou, a Polícia Civil pretende concluir as oitivas pendentes, analisar os elementos recolhidos e confrontar as versões apresentadas.

Somente após esse trabalho será possível estabelecer as circunstâncias da morte, eventual motivação e o enquadramento jurídico do caso. Por enquanto, o homem de 50 anos permanece em liberdade e responde à investigação sem prisão decretada, enquanto a Polícia Civil reúne os elementos necessários para concluir o inquérito.

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