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A distância entre Paraná e Mato Grosso do Sul não foi suficiente para interromper o avanço de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Umuarama. Mais dois investigados por uma tentativa de homicídio registrada em plena região central da cidade foram presos em Três Lagoas (MS), ampliando o cerco contra o grupo apontado nas investigações.
Os presos, identificados pelas iniciais N.Q.S., de 31 anos, e T.J.R.S., de 30, foram localizados por volta das 6h de sexta-feira (4). Contra ambos havia mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal de Umuarama.
A operação foi articulada pela 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama e executada em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do GARRAS e da Seção de Investigações Gerais (SIG) de Três Lagoas.
As prisões representam mais um capítulo de uma investigação iniciada após uma ousada tentativa de homicídio em 23 de junho de 2025. Naquele dia, duas pessoas foram alvo de disparos de arma de fogo na Avenida Paraná, em Umuarama. O ataque aconteceu em plena via pública e justamente em um período de intensa movimentação na região central.
A partir daquele momento, os investigadores começaram a reconstruir cada passo relacionado ao crime. Imagens foram analisadas, informações cruzadas e diligências realizadas. Dados obtidos em aparelhos celulares também entraram no quebra-cabeça investigativo.
O trabalho permitiu avançar sobre a estrutura do grupo e identificar sete pessoas supostamente envolvidas. Segundo a Polícia Civil, três já foram presas. Outras três possuem mandados de prisão expedidos, enquanto uma mulher responde ao processo em liberdade.
As duas prisões em Três Lagoas mostram que a investigação ultrapassou as divisas estaduais para alcançar suspeitos que estavam longe de Umuarama. Os homens foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.
A integração entre as polícias dos dois estados foi decisiva para a localização dos investigados. O compartilhamento de informações permitiu transformar meses de apuração em novas prisões e apertar ainda mais o cerco sobre os envolvidos.
O caso, porém, está longe de ser colocado na gaveta. A 7ª SDP de Umuarama mantém as investigações em andamento, enquanto outros alvos com ordens judiciais de prisão continuam sendo procurados.

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