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Corpo de Bombeiros do Paraná adere pacto da ONU e poderá atuar em enchentes pelo mundo

Com larga experiência na atuação em desastres naturais e tragédias, agora o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) pode ser acionado em qual...

02/04/2025 às 18h17
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Com larga experiência na atuação em desastres naturais e tragédias, agora o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) pode ser acionado em qualquer parte do mundo para agir em caso de grandes enchentes. A instituição paranaense foi escolhida para integrar um diretório criado pelo Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG, na sigla inglês) – iniciativa da Organização das Nações Unidas que coordena uma rede global para ações de busca e resgate.

O Diretório de Resposta a Inundações é composto por bombeiros do Paraná, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo, além de profissionais da Austrália, Malásia, França, Reino Unido, Argentina e Equador. Na prática, isso significa que essas equipes ficam à disposição para serem mobilizadas em caso de enchentes de grandes proporções. No Brasil, quem recebe os pedidos de ajuda desse tipo ou que oferece apoio a outras nações em situação de emergência é a Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores.

A criação desse diretório ligado à ONU teve uma importante influência paranaense. Desde 2024, o major Ícaro Gabriel Greinert, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do CBMPR, integra o Grupo de Trabalho de Resposta a Inundações (Search and Rescue in Floods Response Working Group), um subgrupo de atuação do INSARAG.

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"Temos membros de vários países, mas assumimos um protagonismo importante dentro desse subgrupo. Neste ano em que estamos lá, escrevemos os termos de referência que estabelecem, minimamente, o que se espera de uma equipe para atender internacionalmente às inundações — algo que até então não existia; é inédito", explicou o major.

“Criamos também esse diretório, no qual constam as equipes que, voluntariamente, após uma avaliação documental e dentro de alguns critérios, estão aptas para serem acionadas em caso de atendimento a enchentes”, complementou. Segundo ele, a preocupação com a resposta a tragédias dessa natureza era uma demanda antiga do Brasil dentro do INSARAG. O desejo virou realidade durante o evento Semana de Redes e Parcerias Humanitárias, da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça.

Para o major Gabriel, o Paraná já provou que está pronto para esse tipo de desafio, como vem sendo demonstrado nas intervenções recentes dentro do país, por meio da Força-Tarefa de Resposta a Desastres, sob responsabilidade do GOST. Ele lembrou as ações no ano passado em União da Vitória e no Litoral do Paraná, e também o apoio ao Rio Grande do Sul, na pior tragédia natural já vivenciada pelo estado vizinho. Além da parte técnica do trabalho de busca e resgate, essas experiências ajudam a ampliar os conhecimentos logísticos que essas incursões exigem.

“Os envios internacionais demandam logística e preparação maiores, mas estamos prontos para isso”, comentou.

A participação do Paraná nesse esforço global para aprimorar a capacidade de resposta a catástrofes tem reflexos diretos para a população do estado, como explica o oficial do CBMPR. “A gente está aprendendo, discutindo, tendo acesso aos melhores profissionais do tema a nível mundial. Ganhamos conhecimento, trazemos muita tecnologia, mas ensinamos também. É um intercâmbio de técnicas e equipamentos que nos faz avaliar como estamos atendendo aqui no Paraná e o que podemos melhorar”, avaliou.

“Temos um Corpo de Bombeiros reconhecido mundialmente e, com certeza, como uma das das referências no atendimento às enchentes e inundações”, finalizou.

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