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Dois episódios distintos de violência doméstica contra mulheres, registrados no final da última semana, no Noroeste do Paraná, acenderam o alerta das autoridades e reforçam a gravidade de crimes cometidos dentro do ambiente familiar. As ocorrências foram atendidas pelas equipes da Polícia Militar nos municípios de Icaraíma e Iporã e encaminhadas à Polícia Civil para investigação e adoção das medidas legais cabíveis.
Na última sexta-fe9ra, (2), em Icaraíma, a equipe policial foi acionada para atender uma mulher no Centro da cidade. No local, a vítima relatou ter sido agredida na noite anterior pelo ex-marido, com a participação e anuência da mãe dele. Segundo o relato, após as agressões, ambos a levaram até o Pronto Atendimento Municipal. No entanto, a mulher não permaneceu em observação médica e deixou a unidade antes de receber alta.
Durante o atendimento policial, foram constatados sinais aparentes de lesão, como vermelhidão nos punhos. Diante da situação, foi confeccionado o Boletim de Ocorrência, e o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do fato e avaliar eventuais medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Já em Iporã, outra ocorrência envolvendo violência doméstica foi registrada após a Polícia Militar ser acionada até o Hospital Municipal. A vítima informou que teria sido agredida pelo próprio filho na noite anterior. Segundo o relato, após o episódio, ela permaneceu em casa e só procurou atendimento médico no dia seguinte, ao perceber as lesões.
A mulher apresentava escoriações em diferentes partes do corpo e relatou que o autor é dependente químico, o que, segundo ela, pode ter contribuído para o episódio de agressão, iniciado por um desentendimento considerado fútil. A vítima afirmou ainda não saber o paradeiro do filho no momento do atendimento policial.
Assim como no caso de Icaraíma, a vítima foi orientada quanto aos seus direitos, e o Boletim de Ocorrência foi lavrado para posterior encaminhamento à Polícia Civil.
As autoridades reforçam que a violência doméstica é crime e que denúncias podem ser feitas de forma segura, inclusive de maneira anônima, pelos canais oficiais. O enfrentamento desse tipo de violência depende da atuação conjunta do poder público e da sociedade, garantindo proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
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