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O ex-policial penal Carlos Adriano Botelho de Assis foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato de Vanessa dos Santos da Cunha, crime ocorrido em 2022 em Umuarama. A sentença foi anunciada no início da madrugada de hoje (quinta-feira, 12) pelo juiz Adriano Cesar Moreira, após julgamento realizado no Tribunal do Júri da cidade. Além da pena em regime fechado, a decisão também determinou a perda da função pública do condenado. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou todos os pedidos formulados pelo Ministério Público.
O crime que levou o réu ao banco dos réus ocorreu no dia 28 de outubro de 2022 e provocou forte repercussão na cidade. Na ocasião, Vanessa, que tinha 28 anos, foi morta com dezenas de golpes de faca dentro da própria residência, localizada na Avenida Olinda. Conforme apontaram as investigações, a vítima foi atacada enquanto dormia em seu quarto.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o autor do crime foi Carlos Adriano, que na época tinha 46 anos e atuava como policial penal. O acusado mantinha um relacionamento com a vítima, circunstância que também foi abordada durante o julgamento.
O júri popular teve início na manhã de quarta-feira (11) e se estendeu por várias horas, reunindo depoimentos de testemunhas, familiares e debates entre acusação e defesa. Sete jurados foram escolhidos para compor o Conselho de Sentença, responsável por avaliar as provas apresentadas e decidir sobre a responsabilidade criminal do réu.
Durante a fase de instrução, testemunhas relataram aspectos da convivência entre o casal e episódios que teriam ocorrido antes do crime. A irmã da vítima, Patrícia Gabriela, também prestou depoimento e afirmou que o relacionamento era marcado por conflitos. Segundo ela, Vanessa teria sido agredida poucos dias antes do assassinato.
No dia do crime, o próprio acusado chegou a receber atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após sofrer um corte em uma das mãos. Ele foi quem comunicou às autoridades sobre o ocorrido. Na sequência, acabou preso e permaneceu detido desde então, aguardando o julgamento.
A defesa foi conduzida pelo advogado Adriano Bretas, acompanhado por outros profissionais. Ao longo do julgamento, os advogados apresentaram diferentes argumentos na tentativa de convencer os jurados.
A acusação ficou sob responsabilidade do promotor de Justiça Caio Di Rienzo, que sustentou a denúncia do Ministério Público durante os debates. Ao final da votação dos quesitos, os jurados reconheceram a responsabilidade do réu, resultando na condenação a 19 anos de prisão e na perda do cargo público.
A decisão representa um desfecho importante para um dos casos criminais de maior repercussão em Umuarama nos últimos anos, acompanhado de perto pela comunidade desde o início das investigações.
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