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Ação de combate à pesca predatória apreende redes, espinhal e armamento

As equipes percorreram áreas dos municípios de Icaraíma, na região de Porto Camargo; Alto Paraíso, em Porto Figueira; Querência do Norte e Ivaté

25/08/2026 às 09h00
Por: Alex Miranda
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Divulgação
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Uma operação de fiscalização realizada nos rios Paraná e Ivaí terminou com a apreensão de centenas de metros de equipamentos utilizados irregularmente na pesca e até uma espingarda na região Noroeste do Paraná. O balanço da ação, realizada em quatro municípios da região, foi divulgado ontem (segunda-feira, 24) pelo Instituto Água e Terra (IAT).

A operação foi coordenada pelo escritório regional do IAT de Umuarama e ocorreu entre a última sexta-feira (21) e o domingo (23). As equipes percorreram áreas dos municípios de Icaraíma, na região de Porto Camargo; Alto Paraíso, em Porto Figueira; Querência do Norte e Ivaté.

O objetivo foi combater principalmente a pesca predatória e fiscalizar embarcações, locais de pesca e equipamentos utilizados nos dois rios. Ao longo dos três dias de trabalho, 80 embarcações foram abordadas pelas equipes ambientais.

Durante as fiscalizações, foram retirados dos rios aproximadamente 400 metros de redes consideradas irregulares e outros 700 metros de espinhal. Também foram recolhidos cerca de 150 galões utilizados para marcar pontos de ceva.

A ceva consiste na colocação de alimentos em determinados pontos da água para atrair e concentrar peixes. A fiscalização busca impedir práticas e equipamentos proibidos que possam provocar impactos sobre as populações de espécies e comprometer o equilíbrio ambiental dos rios.

Espingarda apreendida

Além dos materiais relacionados à pesca, os fiscais encontraram uma espingarda calibre 32 em uma Área de Preservação Permanente (APP). O responsável pela arma recebeu multa de R$ 3 mil.

Após a apreensão, a espingarda foi encaminhada à Polícia Civil para a adoção dos procedimentos legais relacionados ao caso.

Segundo o IAT, a operação não ficou restrita à retirada de materiais irregulares. Durante as abordagens, as equipes também desenvolveram trabalho preventivo e de educação ambiental, orientando pescadores sobre as regras que precisam ser respeitadas durante a atividade.

A fiscalização teve como referência as normas estabelecidas pela Portaria IAT nº 223/2025, que regulamenta aspectos relacionados à pesca e estabelece restrições destinadas à preservação da fauna aquática.

O Instituto Água e Terra, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), mantém operações periódicas nos rios paranaenses para combater infrações ambientais. Na região Noroeste, os rios Paraná e Ivaí estão entre os principais pontos acompanhados pelas equipes.

A retirada de redes, espinhéis e outros equipamentos instalados irregularmente é considerada importante para reduzir a captura indiscriminada de peixes e preservar espécies presentes nos cursos d'água.

Denúncias ajudam fiscalização

O IAT reforça que a participação da população pode contribuir para identificar práticas ilegais e direcionar as equipes aos locais onde existem indícios de crimes contra a fauna e a flora.

Denúncias também podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181, utilizado pelo Batalhão de Polícia Ambiental para receber informações e realizar a verificação das situações relatadas.

No caso do Instituto Água e Terra, os relatos podem ser encaminhados pelo serviço de Ouvidoria, disponível no canal Fale Conosco, ou diretamente aos escritórios regionais do órgão.

Detalhes

A recomendação é apresentar informações objetivas sobre a ocorrência, principalmente a localização exata ou aproximada, características dos envolvidos, embarcações utilizadas e descrição da prática observada. Segundo o órgão ambiental, quanto maior a quantidade de detalhes fornecida pelo denunciante, melhores são as condições para verificar as informações e direcionar rapidamente uma equipe ao ponto indicado.

Polícia Judiciária

Com o encerramento da operação realizada entre os dias 21 e 23, os equipamentos retirados dos rios permaneceram apreendidos e a arma localizada na Área de Preservação Permanente ficou sob responsabilidade da Polícia Civil. Novas fiscalizações devem continuar sendo realizadas na região para prevenir a pesca predatória e outras infrações ambientais.

 

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