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A elevação do nível do Rio Piquiri, provocada pelas chuvas que atingem o Noroeste do Paraná, suspendeu a operação da balsa na BR-272, entre Francisco Alves e Terra Roxa. A travessia permanece interrompida enquanto são realizadas adequações na estrutura, aumentando o percurso de motoristas que dependem da ligação entre os dois municípios.
A EPR Paraná informou que recebeu do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), no sábado (12), a comunicação sobre a necessidade de intervenções em razão da subida das águas. Até a conclusão dos trabalhos, os veículos não poderão utilizar o serviço de transporte fluvial.
O cenário é consequência da sequência de chuvas registradas na região desde sexta-feira (11). Dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontaram volumes expressivos no Norte e Noroeste durante a madrugada de sábado. Entre meia-noite e 5h, Diamante do Norte acumulou 22,8 milímetros, Loanda registrou 21,4 mm, Paranavaí teve 20,4 mm e Cidade Gaúcha, 18 mm.
A interrupção ocorre em um trecho que já enfrenta restrições devido à interdição da ponte sobre o Rio Piquiri, localizada no km 541,79 da BR-272. A estrutura está fechada para obras de recuperação, e a balsa vinha sendo utilizada como alternativa para a passagem de veículos.
Com a suspensão da travessia, os condutores devem seguir pelo desvio indicado em Terra Roxa, no km 553 da BR-272. O trajeto passa pelas rodovias PR-182 e PR-364, na região de Palotina, antes de retornar à BR-272, em Francisco Alves, no km 521.
A rota alternativa representa aproximadamente 40 quilômetros adicionais. Para reduzir os impactos no deslocamento, equipes da EPR Paraná foram posicionadas em pontos estratégicos, com a finalidade de sinalizar o caminho e orientar os usuários da rodovia.
As oscilações do nível do Rio Piquiri já haviam provocado limitações anteriores na travessia. Em junho, o DNIT restringiu temporariamente o transporte de veículos pesados por questões de segurança. A situação atual reforça a influência das condições hidrológicas sobre a operação da balsa e a necessidade de acompanhamento das intervenções na região.
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