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Após uma série de adiamentos e cobranças por parte de usuários da rodovia, a segunda balsa para travessia do Rio Piquiri, na BR-272, começou a operar ontem (quarta-feira, 1º). A medida foi confirmada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e atende a uma demanda antiga de motoristas que enfrentavam longos períodos de espera no local.
A nova embarcação passa a atuar no trajeto entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa, reforçando o serviço que já vinha sendo realizado desde o início do ano. A expectativa é de que a ampliação da operação contribua para maior fluidez no tráfego e diminua significativamente as filas, especialmente nos horários de pico.
Desde a interdição da ponte sobre o Rio Piquiri, em novembro de 2025, a travessia por balsa se tornou a principal alternativa para quem utiliza o trecho. A estrutura foi interditada após a identificação de danos nos pilares, o que comprometeu a segurança e levou à suspensão total do tráfego no local.
Com isso, motoristas passaram a depender de rotas alternativas ou da travessia fluvial. Inicialmente, o desvio por Palotina, utilizando as rodovias PR-182 e PR-364, era a única opção disponível. No entanto, o trajeto representa um acréscimo de cerca de 40 quilômetros, aumentando o tempo de viagem e os custos, o que levou muitos condutores a optarem pela balsa.
A primeira embarcação entrou em funcionamento em janeiro de 2026, como solução emergencial. Apesar de operar gratuitamente e em período integral, o serviço não foi suficiente para atender à demanda, resultando em filas frequentes. Embora a travessia em si leve aproximadamente 15 minutos, o tempo de espera variava bastante conforme o fluxo de veículos.
A entrada da segunda balsa busca justamente minimizar esse problema, oferecendo mais agilidade no deslocamento de moradores, trabalhadores e transportadores que dependem diariamente da rodovia. A BR-272 é considerada estratégica para a região, conectando o tráfego em direção a Guaíra e também ao Paraguai, especialmente ao município de Salto del Guairá, sendo um importante corredor para o transporte de cargas e circulação de pessoas.
A expectativa agora é que, com duas embarcações em operação, o atendimento seja mais eficiente até que as obras de recuperação da ponte sejam concluídas e o tráfego possa ser totalmente restabelecido. Enquanto isso, a travessia por balsa segue como solução essencial para garantir a mobilidade na região.
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