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A possibilidade de um novo episódio do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026 tem aumentado a preocupação de autoridades, produtores rurais e especialistas em clima em todo o país. Os principais centros internacionais de monitoramento climático já indicam elevada probabilidade de formação do fenômeno, que pode provocar chuvas intensas, enchentes, secas prolongadas e prejuízos bilionários à economia.
No Paraná, o alerta ganha ainda mais relevância diante do histórico recente de eventos climáticos extremos registrados no Sul do Brasil. O fenômeno pode afetar diretamente a agricultura, comprometer safras, causar danos à infraestrutura urbana e ampliar os riscos de desastres naturais em diversas regiões do Estado.
Durante pronunciamento nesta semana, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli chamou atenção para os possíveis impactos do El Niño e destacou que especialistas não descartam a possibilidade de um dos eventos mais intensos dos últimos anos.
Segundo ele, os efeitos poderão ser sentidos principalmente nos meses de maio, junho e agosto, além do último trimestre de 2026, período em que tradicionalmente o fenômeno influencia o regime climático no Sul do país.
O parlamentar alertou que as consequências não devem se limitar apenas ao Brasil. De acordo com ele, o fenômeno climático poderá provocar enchentes em diferentes partes do mundo, além de secas severas responsáveis por comprometer a produção agrícola global.
“Quando esse fenômeno se manifesta com força, os efeitos são sentidos em toda parte: chuvas extremas, enchentes, secas severas, perdas na agricultura e enormes prejuízos econômicos e sociais”, afirmou Romanelli.
No Paraná, os reflexos podem atingir diretamente o agronegócio, um dos principais motores da economia estadual. Em episódios anteriores do El Niño, produtores enfrentaram perdas expressivas causadas pelo excesso de chuva, erosão do solo, dificuldades na colheita e redução da produtividade agrícola.
Segundo estimativas mencionadas pelo deputado, eventos severos relacionados ao fenômeno já provocaram prejuízos superiores a R$ 2,5 bilhões apenas na agricultura paranaense.
Além do campo, áreas urbanas também entram em alerta. O excesso de chuvas pode provocar alagamentos, deslizamentos, danos em estradas e interrupção de serviços públicos essenciais.
O debate sobre prevenção ganhou força após as enchentes históricas registradas recentemente no Rio Grande do Sul, que deixaram milhares de famílias desalojadas e causaram destruição em dezenas de municípios.
Romanelli destacou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação distante e exigem ações concretas dos governos. Segundo ele, é necessário ampliar investimentos em drenagem urbana, infraestrutura, proteção ambiental e fortalecimento da Defesa Civil.
O parlamentar também lembrou que o Governo do Paraná criou um fundo estadual voltado ao enfrentamento de catástrofes climáticas, medida que busca preparar o Estado para situações de emergência e minimizar impactos futuros.
Especialistas apontam que, diante do aumento da frequência de eventos extremos, o planejamento preventivo se torna fundamental para reduzir danos humanos, sociais e econômicos provocados pelas mudanças no clima.
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