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MP denuncia homem por matar esposa e filha em caso de “vicaricídio” no Paraná

Crime ocorreu em Porto Rico; segundo o Ministério Público, acusado jogou carro no Rio Paraná de forma intencional

29/05/2026 às 09h30
Por: Alex Miranda
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Ilustrativa
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O Ministério Público do Paraná denunciou um homem de 39 anos pelos homicídios da esposa, de 36 anos, e da filha do casal, de apenas três anos, em um caso tratado como feminicídio seguido de vicaricídio. O crime ocorreu no dia 2 de maio, em Porto Rico, no Noroeste do Estado, e causou forte comoção na região.

De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Loanda, o acusado teria lançado deliberadamente o veículo da família nas águas do Rio Paraná, provocando a morte das vítimas por afogamento. O homem está preso preventivamente desde o último dia 8 de maio.

As investigações apontam que a família havia passado o dia em Porto Rico visitando o filho mais velho e participando de uma confraternização na casa de amigos. Conforme o Ministério Público, ao deixarem o local, por volta das 22h15, o suspeito começou a insultar a esposa dentro do veículo.

Na sequência, segundo a denúncia, ele dirigiu em alta velocidade até uma rampa náutica próxima ao Aqua Park Resort e entrou com o automóvel no Rio Paraná. Após a submersão do carro, o homem conseguiu sair do veículo e nadou até a margem sem tentar resgatar imediatamente a mulher e a filha, que permaneceram presas no interior do automóvel.

Os laudos da Polícia Científica confirmaram que as duas vítimas morreram por asfixia mecânica provocada por afogamento.

O Ministério Público sustenta que o crime contra a esposa foi motivado por sentimento de afronta e inconformismo do acusado após a vítima solicitar, durante a confraternização, a música “Narcisista”. Segundo a investigação, o homem interpretou a escolha da canção como uma referência ao relacionamento do casal.

A denúncia aponta ainda que o relacionamento era marcado por episódios de violência psicológica, ciúmes excessivos e menosprezo à condição da vítima como mulher, caracterizando contexto de violência doméstica e familiar.

No caso da criança, o MPPR enquadrou o homicídio na qualificadora do vicaricídio, previsto recentemente pela Lei 15.384/2026. O termo é utilizado quando o agressor mata alguém ligado à mulher — geralmente filhos ou dependentes — com o objetivo de causar sofrimento emocional e punição à vítima.

Segundo o Ministério Público, os elementos da investigação indicam que a morte da filha foi utilizada como instrumento de violência extrema contra a esposa. A Promotoria também destacou que a mulher poderia ter sobrevivido caso tivesse conseguido deixar o veículo, enquanto a criança não teve chances de escapar.

O caso segue em tramitação na Justiça e o denunciado permanece preso preventivamente enquanto responde pelos crimes.

 

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