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EPR Paraná e PRF alertam para o risco de dirigir com sono e como evitar acidentes em viagens longas

Com fluxo intenso de veículos pesados devido ao escoamento de safra, concessionária ressalta estrutura do Serviço ao Usuário e a importância das paradas programadas

29/05/2026 às 15h30
Por: Alex Miranda
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Assessoria de Imprensa EPR Paraná
Assessoria de Imprensa EPR Paraná

O avanço do escoamento da safra de grãos no Paraná já provoca uma mudança visível nas rodovias estaduais e federais. Em diversos trechos, o aumento intenso da circulação de caminhões, carretas e veículos de carga transforma estradas estratégicas do Estado em corredores de tráfego pesado, elevando o risco de acidentes graves e colocando em alerta motoristas, autoridades e concessionárias.

Neste período, considerado um dos mais críticos para a logística rodoviária paranaense, um inimigo silencioso passa a preocupar ainda mais os especialistas em segurança viária: a fadiga ao volante. O cansaço físico e mental dos condutores, especialmente caminhoneiros submetidos a longas jornadas, é apontado como uma das principais causas de colisões severas nas estradas brasileiras.

Diante do cenário de fluxo intenso, a EPR Paraná e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciaram uma mobilização para alertar os motoristas sobre os riscos provocados pela exaustão durante as viagens. A ação integra o Programa Conviver, iniciativa voltada à conscientização sobre práticas seguras no trânsito e à preservação de vidas nas rodovias concedidas.

Segundo especialistas, o perigo da fadiga muitas vezes começa de forma discreta. O motorista perde concentração gradualmente, tem os reflexos reduzidos e passa a cometer pequenos erros que podem se tornar fatais em poucos segundos. Em muitos casos, o corpo já demonstra sinais claros de esgotamento antes mesmo do chamado “microssono”, um apagão rápido da consciência que pode durar apenas alguns segundos, mas suficiente para provocar colisões traseiras, invasões de pista ou saídas violentas da rodovia.

Com o aumento da pressão logística durante a safra, muitos condutores tentam manter jornadas prolongadas para cumprir prazos de entrega, ignorando os próprios limites físicos. É justamente nesse momento que o risco cresce de forma alarmante.

Entre os principais sinais de alerta estão pálpebras pesadas, ardência nos olhos, bocejos constantes, dificuldade de manter o veículo centralizado na pista, perda momentânea de atenção e até o esquecimento dos quilômetros percorridos recentemente. Irritabilidade, inquietação e dificuldade de foco também indicam desgaste extremo.

De acordo com orientações de segurança, o motorista não deve permanecer mais de duas horas seguidas na direção sem pausa. A recomendação é realizar intervalos de 15 a 20 minutos a cada 200 quilômetros percorridos ou a cada duas horas de viagem. Apesar disso, muitos condutores ainda ignoram as pausas por receio de atrasos nas entregas.

O gerente de Operações da EPR Paraná, Mauro Bertelli, afirma que o período de safra exige atenção redobrada e reforça que o cansaço deve ser tratado como uma ameaça real nas estradas.

Segundo ele, as equipes operacionais e as bases de apoio da concessionária estão preparadas para atender os usuários e oferecer pontos seguros de parada ao longo das rodovias administradas pela empresa. Atualmente, a EPR Paraná conta com 14 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) distribuídas estrategicamente nos 628 quilômetros concedidos. Os espaços funcionam 24 horas por dia e oferecem água, sanitários, fraldário, estacionamento e locais adequados para descanso rápido dos condutores.

A Polícia Rodoviária Federal também reforçou o alerta para os riscos provocados pelo excesso de horas ao volante. O inspetor-chefe da Delegacia Regional da PRF em Maringá, Pedro Faria, destaca que muitos acidentes envolvendo veículos pesados acontecem justamente porque o motorista ultrapassou seu limite físico na tentativa de ganhar tempo.

Segundo ele, a fiscalização nas rodovias foi intensificada neste período, mas a consciência do próprio condutor continua sendo decisiva para evitar tragédias. “Parar para descansar não é atraso. É uma medida que protege a vida do motorista, dos demais usuários da rodovia e garante que a carga chegue ao destino com segurança”, alertou.

A EPR Paraná administra importantes trechos rodoviários que conectam regiões estratégicas do Estado, incluindo cidades como Londrina, Maringá, Umuarama, Cornélio Procópio e Guaíra, na fronteira com o Paraguai. Com o crescimento do fluxo de cargas agrícolas, a expectativa é de que o movimento siga intenso nas próximas semanas, exigindo atenção máxima de todos que utilizam as estradas paranaenses.

Descanso Seguro

Especialistas em trânsito alertam que o descanso do motorista deve ser encarado como parte obrigatória da viagem e não como perda de tempo. Durante o período de safra, quando a pressão por entregas rápidas aumenta, muitos caminhoneiros acabam prolongando jornadas além do recomendado. Esse comportamento eleva drasticamente o risco de acidentes graves. A orientação é realizar pausas frequentes, manter alimentação leve, hidratação constante e evitar dirigir durante períodos de sono intenso. Pequenas interrupções ajudam o cérebro a recuperar o estado de atenção e podem impedir tragédias nas rodovias.

Risco Invisível

A fadiga é considerada um dos fatores mais perigosos do trânsito porque seus efeitos nem sempre são percebidos imediatamente pelo motorista. O cansaço reduz os reflexos, prejudica decisões rápidas e pode provocar o chamado microssono, quando o condutor perde a consciência por poucos segundos. Em alta velocidade, esse curto intervalo é suficiente para transformar um pequeno descuido em uma colisão devastadora. Autoridades rodoviárias alertam que o excesso de confiança também contribui para acidentes, já que muitos motoristas acreditam conseguir resistir ao sono sem perceber que já estão dirigindo em condições extremamente perigosas.

 

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