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Uma ação realizada por agentes da Vigilância Sanitária com apoio da Polícia Militar culminou na suspensão das atividades de uma unidade de produção de salgados instalada em Douradina. A medida foi adotada após uma vistoria identificar uma série de problemas estruturais, sanitários e documentais considerados incompatíveis com a legislação que regulamenta a fabricação e comercialização de alimentos.
A fiscalização ocorreu na segunda-feira (8) e teve como alvo um imóvel localizado na área central do município. Conforme apurado, o local funcionava em uma residência adaptada para a produção de salgados comercializados para festas, confraternizações e estabelecimentos comerciais de Douradina e de cidades vizinhas.
Durante a inspeção, os fiscais constataram que a estrutura utilizada para a fabricação dos produtos não atendia aos requisitos mínimos exigidos pelos órgãos de controle sanitário. Entre as situações observadas estavam problemas relacionados à higiene do ambiente e à ausência de condições adequadas para a manipulação segura dos alimentos. Também foi registrada a presença de animais domésticos em áreas próximas ao processo de produção, fator considerado incompatível com as normas sanitárias vigentes.
Diante do cenário encontrado, a Vigilância Sanitária classificou o ambiente como inadequado para o preparo de alimentos destinados ao consumo humano. Com isso, foi determinada a interdição cautelar do espaço utilizado para fabricação e manipulação dos produtos, impedindo a continuidade das atividades até que as exigências sejam integralmente atendidas.
A participação da Polícia Militar foi necessária para garantir o andamento da fiscalização. Segundo informações dos órgãos envolvidos, houve dificuldades para localizar o responsável pelo empreendimento. Em diversas ocasiões anteriores, as equipes não conseguiram concluir os procedimentos administrativos em razão da ausência do proprietário, situação que exigiu o acompanhamento policial durante a operação.
Além das irregularidades sanitárias, a fiscalização verificou que o estabelecimento operava sem alvará de funcionamento válido há vários anos. Registros municipais apontam que a licença foi encerrada em agosto de 2019 e não voltou a ser regularizada, mantendo a atividade em desacordo com as exigências legais do município.
A situação já vinha sendo acompanhada pelos órgãos competentes. No início de junho deste ano, o responsável havia sido formalmente notificado para promover adequações estruturais e regularizar a documentação necessária para o funcionamento da atividade. Como as determinações não foram cumpridas dentro do prazo estipulado, foi adotada a medida administrativa de maior rigor.
A interdição permanece em vigor e a produção de alimentos está suspensa até que todas as exigências sejam atendidas. Novas inspeções deverão ser realizadas para verificar a execução das adequações e avaliar eventual pedido de liberação das atividades, conforme prevê a legislação sanitária e tributária municipal.
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