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Assembleia recebe pedido para investigar efeitos ambientais das obras do Inter 2

Documento elaborado por ativista questiona supressão de árvores, impactos urbanos e participação popular nas intervenções previstas em Curitiba

09/06/2026 às 17h45
Por: Alex Miranda
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Valdir Amaral/Alep
Valdir Amaral/Alep

As obras do Programa Inter 2, um dos maiores projetos de mobilidade urbana em andamento em Curitiba, passaram a ser alvo de novos questionamentos relacionados aos seus possíveis impactos ambientais e sociais. Nesta semana, a Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu um documento que solicita acompanhamento mais rigoroso das intervenções e uma análise detalhada de seus reflexos sobre a cidade.

A manifestação foi protocolada pela ativista climática e socioambiental Verônica Rodrigues, que pede maior transparência na execução das obras e na revisão do Plano Diretor da capital paranaense. O documento reúne uma série de demandas voltadas à fiscalização dos efeitos provocados pelas mudanças urbanísticas previstas pelo programa.

Entre os principais pontos apresentados estão questionamentos sobre a retirada de árvores em diferentes regiões da cidade, os impactos sobre áreas verdes e a divulgação de estudos técnicos que embasaram as autorizações concedidas para a execução das intervenções. A autora destaca que a iniciativa não se opõe aos investimentos em transporte coletivo, mas busca assegurar que as obras sejam compatíveis com os desafios ambientais e climáticos enfrentados por Curitiba.

O pedido também solicita informações detalhadas sobre o número de árvores já removidas e aquelas que ainda poderão ser suprimidas ao longo da execução do projeto. Além disso, requer acesso a laudos técnicos e avaliações relacionadas à qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e possíveis alterações na temperatura das áreas impactadas.

Outro aspecto abordado envolve os mecanismos de compensação ambiental previstos para as intervenções. O documento pede esclarecimentos sobre as medidas adotadas para mitigar os impactos causados pelas obras, bem como os critérios utilizados para definir as ações compensatórias.

A ativista também questiona os estudos que fundamentaram os investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão no programa, além dos resultados esperados para o sistema de mobilidade urbana. Há ainda solicitações relacionadas aos impactos econômicos e sociais das intervenções, incluindo eventuais prejuízos a comerciantes, moradores e proprietários de imóveis localizados nas áreas afetadas.

Entre as preocupações apresentadas está a situação do Parque Linear Arthur Bernardes. O documento sugere a reavaliação de aspectos do projeto, especialmente aqueles ligados à ampliação de faixas de tráfego e à preservação dos espaços verdes existentes.

Como encaminhamento, a autora propõe que a Assembleia promova audiências públicas e outros instrumentos de participação social para ampliar o debate sobre os impactos do Programa Inter 2 e das futuras alterações urbanísticas previstas para a capital.

A comissão legislativa deverá analisar as solicitações e avaliar possíveis medidas para aprofundar o acompanhamento das obras, reunindo informações técnicas que permitam esclarecer à população os impactos e os benefícios associados ao empreendimento.

 

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