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A força de um temporal que atingiu Iporã na noite de ontem (quinta-feira, 11) deixou um rastro de destruição e levou a administração municipal a decretar Estado de Emergência. Em pouco mais de duas horas de chuva intensa, ruas foram transformadas em rios, residências ficaram alagadas, estruturas públicas sofreram danos e famílias precisaram abandonar suas casas em busca de segurança.
Logo nas primeiras horas de hoje (sexta-feira, 12), equipes da Defesa Civil e da Prefeitura iniciaram um amplo levantamento dos prejuízos causados pela enxurrada. Entre os danos mais graves está o comprometimento da estrutura viária em diversos pontos da cidade, onde a força da água arrancou camadas de asfalto, abriu erosões e destruiu trechos de vias importantes.
Outro local severamente atingido foi o hospital municipal, que teve áreas invadidas pela água e precisará passar por intervenções emergenciais para restabelecer plenamente suas condições de funcionamento.
Vídeos gravados por moradores mostram a dimensão da tragédia. Em várias regiões da cidade, a enxurrada avançou rapidamente pelas ruas, surpreendendo a população. Na rodoviária municipal, passageiros que aguardavam embarque precisaram subir em cadeiras para escapar da água. Testemunhas relataram que, em alguns momentos, o nível da inundação se aproximou da altura dos joelhos.
Nas áreas residenciais, o cenário foi ainda mais dramático. Famílias tentavam salvar móveis e eletrodomésticos enquanto a água invadia as casas. Imagens registradas pela Defesa Civil mostram imóveis onde o nível da inundação chegou próximo de um metro de altura.
De acordo com balanço preliminar divulgado pelo órgão, oito pessoas ficaram desalojadas, entre elas sete adultos e uma criança. Todas receberam atendimento e foram encaminhadas para locais seguros. O trabalho de assistência foi acompanhado pelo prefeito Robertinho e pelo coordenador da Defesa Civil municipal, Cristhian Candil, que permaneceram mobilizados durante toda a madrugada.
Os danos se espalharam por diferentes regiões da cidade. Na Rua Ademar de Barros, a enxurrada derrubou muros e arrastou grande quantidade de terra. Já na Avenida João XXIII, o volume de água tomou completamente a pista, dificultando o trânsito. Na Rua 15 de Novembro, a correnteza abriu rachaduras e provocou o surgimento de uma enorme cratera no asfalto.
Além dos estragos estruturais, houve registros de interrupção no fornecimento de energia elétrica em alguns bairros, aumentando os transtornos para a população.
Enquanto Iporã contabiliza prejuízos milionários e trabalha para restabelecer a normalidade, cidades vizinhas também sentiram os efeitos do mau tempo.
Em Umuarama, houve alagamentos pontuais, queda de árvore na região central e danos em residências, mas sem registro de feridos.
Segundo dados do Simepar, Umuarama registrou mais de 35 milímetros de chuva em apenas 30 minutos. As tempestades foram provocadas por um sistema de instabilidade associado à atuação de um ciclone extratropical, que colocou diversas regiões do Paraná sob alerta meteorológico.
Com o decreto de emergência, a Prefeitura de Iporã busca acelerar medidas de recuperação da infraestrutura urbana e garantir assistência às famílias afetadas. Enquanto isso, equipes técnicas seguem percorrendo os locais atingidos para dimensionar os prejuízos e definir as ações necessárias para reconstruir os pontos mais afetados pela tempestade.
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